A facturação das farmácias por receitas desceu a 12,3 % em 2012

As facturação das farmácias, os medicamentos vendidos foi em 2012 de 9.768 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 12,3 % em relação ao exercício anterior, devido às medidas introduzidas pelo Executivo para controlar o gasto farmacêutico do Sistema Nacional de Saúde (SNS)

A facturação das farmácias por receitas desceu a 12,3 % em 2012metade dos pacientes abandonam o tratamento para a doença crónica que padecem. EFE/ Juan Carlos Cárdenas'Reinventando' da medicina

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Se a comparação se faz com relação ao faturamento por receita de 2010, a poupança para o SNS aumenta a 2.240 milhões de euros, 20 %, segundo o relatório elaborado pela consultora Antares por encomenda da cooperativa de distribuição farmacêutica Cofares, que foi apresentado hoje, em Madrid.

Por sua parte, a não comparticipação de alguns medicamentos, em agosto de 2012 economizou ao sistema de 107 milhões de euros, com quedas entre 40 ou 45% nas vendas de alguns desses produtos.

O responsável pela divisão de Bioindústrias e Farmácias de Antares, Rafael Borrás, destacou que as farmácias contribuíram em 1,2%, para a redução do déficit público, apesar de que o gasto farmacêutico por receitas do SNS representa apenas 0,9 % do PIB em 2012.

Esta relação mostra que o setor está fazendo uma grande contribuição para o objetivo de redução do défice, muito superior ao que é capaz de suportar, avisou Borrás, que disse que, atualmente, 15 % das farmácias tem problemas de “subsistência” e que muitas teriam que fechar se liberalizou por completo o setor.

Borrás explicou que a redução da facturação há que somar as contribuições feitas pelo setor ao SNS, que no ano passado somaram 452 milhões de euros.

O relatório revela que o gasto farmacêutico por pessoa em Portugal baixou em 2012 12,4 %, até situar-se em 206,7 euros, abaixo da média europeia e da maioria dos países de seu entorno, afirmou o diretor da Antares, que tem augurado que as vendas receita não evoluirão em positivo até 2016.

Em sua opinião, a falta de estabilidade tem levado a entrada em um “quadro de inviabilidade” o sistema atual e pediu que se crie uma Mesa de Concertação da Saúde, guiado pelo Ministério, e que o Conselho Interterritorial tenha caráter executivo e deixe de ser meramente consultivo.

Quanto à possibilidade de que o Governo altere a natureza jurídica das farmácias, Borrás assinalou que se liberaliza completamente a propriedade e permite a expansão ilimitada das grandes cadeias, muitas das que existem actualmente terão que fechar.

Além disso, recordou que, em países em que o sector se encontra liberalizado o mercado é o recebe duas ou três empresas.

A modo de exemplo, explicou que, na Noruega, 97% do mercado está nas mãos de três empresas, uma das quais concentra 45 %, enquanto que no Reino Unido, três correntes se dividem 84 % do bolo.

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