A família como um todo, no pessoal e profissional

Sergio deixou para trás sua vida em Cuba, para cumprir dois sonhos: crescer profissionalmente e se tornar mãe. Ambos são hoje uma realidade que para a Espanha especializando-se como médico de família no Hospital de Móstoles (Madrid). Voltar para a sua terra, que parece agora impossível.

A família como um todo, no pessoal e profissional (A) encontra-se agora rodando por área de pediatria.

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Saiu da ilha ao lado de seu marido, buscando um tratamento de fertilização que os fizesse pais. Assim, há 5 anos e meio, (Coll Andrade, de 40 anos, chegou a Portugal e decidiu ficar com a esperança de encontrar a qualidade do ensino em seu país não pôde encontrar.

  • Qual é a especialidade que está fazendo?

Em Cuba eu me formei médico geral. Estava fazendo medicina clínica, mas não terminei porque eu vim para cá. Aqui me apresentei ao MIR e agora estou fazendo a residência em medicina de família e comunidade. Sou residente de segundo ano.

  • Em que consiste seu trabalho?

A residência de medicina de família e comunidade tem 4 anos. Durante esse tempo rotamos pelas diferentes especialidades. Os três primeiros, estamos quase todo o tempo no hospital, embora nós fazemos uma rotação de dois ou três meses com o tutor, que é um médico de família no centro de saúde. Já no quarto ano fazemos o tempo todo, em consulta com nosso tutor no centro de saúde.

  • Onde é que está o seu trabalho de investigação?

Agora mesmo eu estou girando em pediatria por um período de três meses. A metade desses meses fazemos a urgência de porta do hospital e outro mês e meio, estamos com a pediatra do centro de saúde, fazendo atenção primária.

Trabalhar com crianças eu gosto muito, mas no geral, eu gosto da medicina de família, porque eu gosto da atenção continuada, ver a família como um todo.

  • Por que escolheu Portugal para se especializar?

Realmente não é uma escolha, porque os cubanos não podemos sair de Cuba por uma especialidade. Saímos, por outras razões, e por estar em outro país você decidir continuar com o seu.

Saí de Cuba com o meu marido por um tema médico, um programa de fertilização com o objetivo de ter um bebê. Nós viemos para Portugal e aqui, a verdade, nós temos coisas muito boas, falamos espanhol, temos a possibilidade de homologar o título.

O desejo de seguir em frente temos todos os cubanos; por isso, me apresentei ao MIR.

  • Como você vê a medicina em seu país para o futuro?

A nossa formação não é má mas depois, ao colocar em prática o que você aprendeu notas que há um atraso muito importante na tecnologia, no diagnóstico e tratamentos de primeira linha.

Você está formado, mas quando se chega a um país desenvolvido, você vê que há muito com que trabalhar, coisa que não existe em seu país.

  • Qual foi o maior ensinamento que teve por parte dos médicos espanhóis?

Sua forma de trabalho baseia-se em protocolos. Acho que isso está muito bem, porque vai fazer um esquema e faz o mesmo com cada patologia. Isso te ensina como médico e te faz cuidar das responsabilidades com o paciente. São muito cuidado, isso é o fundamental.

  • Você tem planos de voltar à sua terra?

Uma vez que sales não pode voltar. Sim nos deixam entrar, mas de visita, por isso já não te planetas e faz seu o novo país, neste caso Portugal.

Eu sinto falta da família e dos amigos, mas acho que fui bem acolhida em geral. Me sinto bem neste lugar, sou uma parte dele, porque, no final, somos seres humanos e nos integramos. Isto de as nacionalidades não foi um problema para mim. Eu tive minha filha aqui e, por isso, voltar lá seria só de visita.

  • Fora da medicina, o que é que mais gosta no Brasil?

Eu gosto da sua gente, é muito comunicativa, te aceita, ele se junta a você. Além disso, a comida! é uma dieta super especial, tudo é saboroso.

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