A fuga venosa que deixa “kao” ao homem

DR. JOSÉ BENÍTEZ MOLINA / GREGORIO DO ROSÁRIO / DAVID TAMANHO | Gregorio Do RosarioMartes 31.10.2017

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Na fuga venosa, o fluido de sangue que enche a corpo cavernoso do pênis durante a ereção escapa de repente, por alguma “tendência patológica” para a pelve ou as pernas, ou para ambos os destinos.

A súbita perda de ereção diante da falta de irrigação sanguínea no pênis costuma ser detectado quando o homem muda de posição durante o ato sexual.

Ensinando-nos um desenho esquemático de um pênis ereto, sem pele e sem albugínea -bainha fibrosa, com glande e ambos os corpos cavernosos, o médico e cirurgião José Benítez explica as três possíveis fendas de sangue:

  • Fuga venosa do tipo 1. Drena a partir da veia dorsal profunda -na linha média do pau – para o plexo periprostático e a hipogástrica; acima do púbis.
  • Fuga venosa do tipo 2. Drena o plexo superficial do pênis para a veia safena e, em seguida, à femoral para terminar na artéria pudenda externa, superficial.
  • Fuga venosa do tipo 3. A combinação de ambas.

Veias principais do pênis.

Ainda assim, a disfunção erétil pode estar relacionada a algum tipo de trauma na albugínea ou ao hipogonadismo.

“Os traumas da albugínea ou corpos cavernosos do pênis são produzidos por golpes no pênis durante o coito. O pau choca-se contra a pélvis do casal e, dado que o membro masculino está endurecido, cheio de sangue, se dobra, provocando danos nos tecidos. O sangue extravasada cria vias anômalas para drenar ou sair”, descreve.

“O hipogonadismo -continua – é insuficiente secreção de hormônios sexuais masculinos a partir das gónodas ou glândulas sexuais. Provoca um distúrbio fisiológico nos mecanismos que têm que ver com a excitação e ereção; além disso, e, portanto, distúrbios e anomalias nas estruturas anatômicas do pênis”.

Diagnóstico e tratamento da DE fuga venosa

Qualquer homem que aprecie sintomas de disfunção erétil, deve consultar o especialista. Depois de uma boa história clínica e um exame minucioso, o médico irá determinar qual o procedimento a seguir. Serão realizados vários estudos diagnósticos.

Uma ecografia do pênis ou ‘doppler’ peneano para avaliar o grau de tumescencia -inchaço do pênis – e o fluxo de sangue que ajude a determinar a insuficiência circulatoria. E, nos casos mais duvidosos, uma cavernosografía com infusão contínua, para candidatos à cirurgia reconstrutiva vascular no mesmo ato terapêutico.

“Esta embolização endovascular -cirurgia reparadora – recomenda-se em ferimentos leves e que sejam bem localizadas -diz o doutor. -. É realizada em centro cirúrgico com um cateter que é introduzido pela artéria radial, como em uma colheita de sangue. A fuga é selado com uma resina especial”.

Nas lesões graves cabe a possibilidade, também, de um implante de prótese de pênis.

“O pênis volta a ter rigidez graças a um sistema de válvulas e cilindros anatômicos de silicone que são colocados no espaço dos corpos cavernosos do pênis. Funcionam independentemente do tecido vascular, que continua a degradar-se”, diz.

Para nosso especialista em saúde sexual masculina e andrólogo, José Benítez, o importante é o diagnóstico precoce: “Não hesite em entrar em contato com o seu médico, tendo em conta que, quanto antes se atenda a disfunção eréctil, mais chance haverá de sucesso e recuperação de uma vida sexual livre, saudável e segura“, conclui.

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